domingo, 17 de julho de 2011
Meu fundo de poço não tem mola...
Mas não é por isso que vou ficar por lá. A escalada vai ser árdua, vou me machucar na subida. Porém, mesmo que lá não haja molas, vou usar minhas mãos e minhas forças para sair. Não importa quantas vezes as voltas da vida me joguem no fundo do poço. Pode ser que demore, mas uma hora eu volto para a superfície.
Danilo Alex da Silva
Olá, meus amigos! Apesar de simples, quis compartilhar com vocês esse pensamento que acabei de escrever, inspirado pelo fato de ter atravessado dias nebulosos por esses tempos. No entanto agora estou de volta, curado, pronto pra me arriscar, mesmo que isso signifique cair de novo no fundo do poço.
Boa semana a todos!
terça-feira, 12 de julho de 2011
13 de Julho - Dia Mundial do Rock
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who,Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
E depois dizem que Rock é só barulho, e não tem sentido, né?
Saudação Headbanger aos meus irmãos rockeiros pelo nosso dia!
E viva o Rock!
"I wanna rock and roll all night and party everyday" - Kiss
Ótimo restante de semana a todos!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O Escorpião e a Rã
Um dia a floresta pegou fogo. E incêndio não tem medo de rabo de escorpião. Só havia um jeito de fugir da morte: era atravessando o rio, para o outro lado. Os bichos que sabiam nadar pulavam na água, levando seus amigos nas costas. Mas o escorpião nem tinha amigos, nem sabia nadar. E não havia ninguém que se arriscasse a oferecer-lhe carona.
O escorpião, então, valentia e coragem sumidas ante o fogo que se aproximava, foi forçado a se humilhar. Dirigiu-se com voz mansa à rã, que se preparava para a travessia.
-Por favor, me leve nas suas costas - ele disse.
-Eu não sou louca. Sei muito bem o que você faz a todos que se aproximam de você - replicou a rã.
-Mas, veja- argumentou o escorpião- eu não posso picá-la com o meu ferrão. Se o fizesse, você morreria, afundaria, e eu junto, pois não sei nadar.
A rã ponderou que o raciocínio estava certo. Podia ser que o escorpião fosse muito feroz, mas não podia ser burro. Todo mundo ama a vida. O escorpião não podia ser diferente. Ele não iria matar, sabendo que assim se mataria... E, como tinha bom coração, resolveu fazer esta boa ação. -Muito bem. -disse a rã ao escorpião. -Suba nas minhas costas. Vou salvar sua vida...
O escorpião se encheu de alegria, subiu nas costas lisas da rã e começaram a travessia.
Que coisa -ele pensou- é a primeira vez que me encosto em alguém de corpo inteiro. Antes era só o ferrão... E até que não é ruim. O corpo da rã é bem maciozinho...
Enquanto isso, a rã ia dando suas braçadas tranquilas, nado de peito, deslizando sobre a superfície. -E como é gostoso navegar- continuou o escorpião , nos seus pensamentos. - estes borrifos de água , como são gostosos. É bom ter a rã como amiga...
Estavam bem no meio do rio. O escorpião olhou para trás e viu a floresta em chamas. -Se não fosse a rã, eu estaria morto neste momento. E um estranho sentimento, desconhecido, encheu seu coração: gratidão. Nem sempre veneno e ferrão são a melhor solução. A vida estava com a rã, macia e inofensiva que não inspirava medo em ninguém... Sentiu seu corpo descontrair-se. Achou que a vida era boa... Era bom poder baixar a guarda e descansar.
Voltou-se de novo para trás, para olhar a floresta incendiada. Mas, ao fazer isto, viu-se refletido, corpo inteiro, na água do rio que brilhava à luz do fogo. E o que viu o horrorizou: seu rabo, dantes ereto, agora dobrado, desarmado. Escorpião de rabo mole... Todos ririam dele. E sentiu um ódio profundo da rã.
-Espelho, espelho meu, existe bicho mais terrível que eu? A resposta estava naquele rabo mole, refletido no espelho da água. E a única culpada era a rã...
Sem um outro pensamento, enrijeceu o rabo e o enfiou nas costas da rã.
A rã morreu. E, com ela, o escorpião.
O mundo precisa de mais rãs e menos escorpiões.
Rubem Alves
Belíssima reflexão que quis compartilhar com vocês, meus queridos!
Semana abençoada a todos!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Carta de um soldado desconhecido
Bilhete encontrado no bolso da farda de um soldado desconhecido, morto na Segunda Guerra.
O rapaz morreu atingido por uma granada. Inexplicavelmente esta carta foi encontrada intacta em seu bolso.
" Escuta Deus,
Jamais falei contigo.
Hoje quero saudar- te: Bom dia! Como vais?
Sabes? Disseram que tu não existe e eu, tolo, acreditei que era verdade.
Nunca havia reparado tua obra.
Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado e compreendi então que me enganaram.
Não sei se apertarás minha mão. Vou te explicar e hás de compreender.
É engraçado: neste inferno hediondo achei a luz para enxergar teu rosto.
Dito isto já não tenho muita coisa a te contar.
Só que... que... tenho muito prazer em conhecer- te.
Faremos um ataque à meia noite.
Não tenho medo.
Deus, sei que tu velas...
Ah! É o clarim! Bom Deus, devo ir-me embora.
Gostei de ti, vou ter saudade.
Quero dizer, será cruenta a luta, bem o sabes, e esta noite pode ser que eu vá bater à tua porta!
Muito amigos não fomos, é verdade.
Mas sim... estou chorando! Vê Deus, penso que já não sou tão mau.
Bom Deus, tenho que ir. Sorte é coisa bem rara.
Juro porém que já não receio a morte... "
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Prece
"Ide tranquilamente entre o tumulto e a pressa, e lembrai-vos da paz que pode existir no silêncio. Sem alienação, vivei tanto quanto possível em bons termos com todas as pessoas.
Dizei calma e claramente vossa verdade, e ouvi os outros, mesmo o pobre de espírito e o ignorante; eles também têm sua história.
Evitai os indivíduos barulhentos e agressivos, eles são um insulto para o espírito.
Não vos compareis com ninguém: correríeis o risco de vos tornar vaidosos. Sempre há alguém maior e menor que vós.
Desfrutai vossos projetos, assim como vossas realizações, sede sempre interessados em vossa carreira, por mais modesta que seja: é uma verdadeira posse nas prosperidades mutáveis do tempo.
Sede prudentes em vossos negócios, porque o mundo está cheio de malícias.
Mas não sejam cegos no que concerne à virtude que existe: vários indivíduos buscam os grandes ideais e em toda parte a vida é repleta de heroísmo. Sede vós mesmos.
Sobretudo não simuleis a amizade! Tampouco sede cínicos no amor, porque em face de qualquer esterilidade e de qualquer desencanto, ele é tão eterno quanto a relva.
Aceitai com bondade o conselhos dos anos, renunciando com graça a vossa juventude.
Fortalecei a prudência de espírito para vos proteger em caso de infortúnio repentino. Mas não vos aborreçais com quimeras!
Numerosos temores nascem da fadiga e da solidão...
Para lá de uma disciplina sadia, sede ternos convosco mesmos. Sois filhos do universo, tanto quanto as árvores e as estrelas: tendes o direito de estar aqui.
E, percebais ou não, o universo se desenrola sem dúvida como deveria.
Estai em paz com Deus, qualquer que seja a vossa concepção Dele e, quaisquer que sejam vossas obras e sonhos, guardai no desconcerto ruidoso da vida a paz em vossa alma.
Com todas as suas perfídias, as tarefas fastidiosas e os seus sonhos desfeitos, o mundo é belo!
Prestai atenção:
Tratai de ser felizes."
(A viagem de Théo, Catherine Clément)
domingo, 5 de junho de 2011
E na sala de aula:
- Um, dois e três, venham ao quatro negro.
- Cinco muito, mas eu não seis.
- Sete-se. Que venha oito.
- Novemente?
- Dezisto!
(Anônimo)
Salve, galera! Desculpem o sumiço, estava sem internet. kkkkkkkkkkkkkkkk
Excelente semana a todos!
Forte abraço
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O Corvo
"Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda a sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais!"
Trecho do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, traduzido por Machado de Assis.
Bom fim de semana a todos!
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda a sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais!"
Trecho do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, traduzido por Machado de Assis.
Bom fim de semana a todos!
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